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Campo Elétrico devido à uma carga puntiforme

Uma carga elétrica puntiforme de módulo |Q| produz um campo elétrico de módulo E a uma distância d da fonte (carga) dada por:

$$E=\frac{k|Q|}{d^2}.$$

No sistema internacional de Unidades, k é uma constante e proporcionalidade que vale

$$k=9\cdot 10^9 \rm \;N\cdot m^2/C^2.$$

Observe a simulação a seguir: nela, tocando ou clicando na tela, aparecerá uma seta cujo tamanho indica, de forma aproximadamente proporcional, o módulo do campo elétrico produzido por uma carga puntiforme (pequena, ou seja, do tamanho de um ponto). Para ter uma melhor noção espacial, com o uso do botão direito do mouse tocando e arrastando a tela, você pode ter uma visão de um outro ângulo do campo vetorial que você está criando. Tente você mesmo(a)!




O universo Mecânico

O Caltech lançou uma série de vídeos sobre física.

Abaixo temos uma playtist que do youtube com todos os episódios.

Como professor, recomendo para todos os alunos do ensino médio ou pré vestibular, além de curiosos é claro. Ele vai um pouco além apresentando ferramentas de cálculo, o que sinceramente acho indispensável para a compreensão da física, ajudando a compreender a teoria.

Para saber um pouco mais da série encontrei este post:

http://fprudente.blogspot.com.br/2009/03/caltech-o-universo-mecanico.html

Segue a playlist:

 

Lembre-se, é uma produção da década de 80, então não teremos animações 3d renderizada da mesma forma que vemos em produções Holywwodianas, mas a forma não é tudo: o conteúdo é preciosíssimo.

 

Bom estudo à todos.
“A mente que se abre a uma nova ideia jamais voltará ao seu tamanho original”.

(Albert Einstein)

 

 

Playlist da Univesp sobre Física Moderna

Recomendo assistirem a playlist a seguir, sejam professores, alunos ou curiosos. Mesmo que apenas para conhecer um pouco mais sobre essa magnífica área do conhecimento humano.

 

XXXV Oficina de Física “Cesar Lattes”

Participei da XXXV Oficina de Física “Cesar Lattes”, realizada no auditório do Instituto de Física “Gleb Wataghin”, IFGW/UNICAMP.

Os temas abordados foram:

  • Ensino de Física, Enem e as Escolas: uma parceria possível”, Prof. Maurício Kleinke (IFGW/UNICAMP)
  • “A intuição engana: erros comuns e concepções prévias acerca do movimento dos corpos”, Prof. Rickson Mesquita (IFGW/UNICAMP)
  • A interdisciplinaridade e o ensino de Física”, Profa. Maria Gebara (UFSCAR)
  • “O Efeito Fotoelétrico: Um experimento que mudou a história da Física”, Prof. Leandro Tessler (IFGW/UNICAMP)
  • “Concepções erradas frequentes em Eletromagnetismo”, Prof. Mário A. Bernal (IFGW/UNICAMP)

Particularmente, gostei muito das duas primeiras apresentações, entretanto todas elas foram interessantes no sentido de que durante as apresentações já houve participação da platéia. Mas vou descrever um pouco sobre o que achei mais interessante nas duas primeiras palestras.

A primeira informação à qual me interessei e que começou a ser discutida ainda antes das apresentações foi a respeito da BNCC (Base Nacional Comum Curricular). Se você não sabe o que é, sugiro que procure se informar, assim como estou fazendo, pois se trata basicamente de uma base curricular (como o nome já diz) que não vai somente nortear o sistema, como já fazem os PCNs, mas sim tornar-se-á obrigatória.

De forma resumida, a BNCC tornaria obrigatório o ensino de Cinemática e Termologia e Termodinâmica no primeiro ano do ensino médio; Eletromagnetismo, ótica e ondulatória no segundo colégio; o terceiro colégio teria basicamente física moderna indo desde radioatividade à criação do Universo. Para mais detalhes consulte o site oficial: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/#/site/conhecaDisciplina

Você pode acompanhar discussões abertas sobre o tema no site da Sociedade Brasileira de Física (http://www1.fisica.org.br/bncc/forum/). Você pode achar mais conteúdos e lugares para discutir as demais disciplinas.

Vamos então à primeira palestra: basicamente, o que mais achei interessante é que o MEC disponibiliza para download uma base de informações a respeito do desempenho dos alunos bem como as respostas de seus questionários socioeconômicos e o apresentador da palestra (Prof. Maurício Kleinke) debateu sobre possíveis razões de erros de algumas questões do Enem 2012 (por que 2012? Porque era o ano que o Mec havia liberado os dados, uma vez que há um certo delay para que o Mec libere os dados). Algumas questões se mostraram inúteis (pois o índice de acerto era muito próximo dos 20%, algo em torno do índice de chutes), outras mostrava como certas concepções são comuns entre as pessoas. Por exemplo: os alunos não conseguem fazer alusão direta de potência com energia.

Sem muitas delongas, pois disseram que as apresentações seriam disponibilizadas e, assim que conseguir, postarei aqui, vou comentar sobre a segunda palestra que achei muito interessante. Estou falando da apresentação com tema “A intuição engana: erros comuns e concepções prévias acerca do movimento dos corpos” do Prof. Rickson Mesquita.

Me surpreendi que mais de 30% dos alunos do curso de Física I da Unicamp (isto é alunos, que supostamente passaram por um processo seletivo rigoroso, entraram na Unicamp para estudar a sua área de interesse) possuem pensamentos fortemente enraizados nas teorias de Aristóteles, principalmente sobre o Impetus. O resultado fica muito mais alarmante quando o teste é feito em escolas da rede pública, tanto nos anos finais do ensino fundamental como nos três anos do médio: praticamente nenhum aluno possuía de forma clara a forma de pensamento Newtoniano.

Outra parte interessante da palestra foi quando o Professor Rickson Mesquita apresentou um teste feito nos EUA em estudantes do MIT (se não me engano): alguns estudantes foram selecionados para testar um aparelho que mede a atividade cerebral ao longo do dia. Os estudantes deveriam marcar as atividades que estava fazendo, tal como dormir, ver tv, assistir aula, fazer suas tarefas de casa, estudo autônomo, relaxamento e convívio social. Me surpreendeu saber que ao assistir aula o aluno teve uma atividade cerebral durante a aula tão baixa quanto a que teve vendo tv e relaxando (o professor apresentou o resultado de somente um aluno, mas afirmou que os dos demais eram similares). Dormir exige mais do cérebro que assistir aula!

O professor então sugere retirar os alunos de sua zona de conforto: fazê-los durante a aula a resolver exercícios, discutir o erros, debater e chegar a um consenso é uma forma possível de, ainda na sala de aula comum, fazer os alunos pensarem e, com isso, efetivamente aprender. A forma tradicional de ensino é apenas um método de ensiná-los a realizar processos, e não entender conceitos e teorias.

Sobre as demais palestras, eu não diria que foram ruins, só me interessaram menos. Para mim, este blog é mais que escrever para outros ler: é um banco de dados meu que eu uso para consultas futuras, então deixei aqui, de forma resumida, os pontos que mais me interessaram da Oficina.

Aos professores de física: aconselho muito que assistam, pois sempre há temas interessantes e úteis para nosso dia a dia na sala de aula. Sempre sai uma ideia nova, muitas vezes da própria platéia.

Sobre o artigo citado pelo professor Rickson Mesquita, o encontrei neste site http://affect.media.mit.edu/pdfs/10.Poh-etal-TBME-EDA-tests.pdf e tomei a liberdade de reproduzir o gráfico apresentado pelo professor:

Captura de tela de 2015-11-08 20:26:28

O artigo foi publicano no IEEE TRANSACTIONS ON BIOMEDICAL ENGINEERING, VOL. 57, NO. 5, MAY 2010, e os autores são Ming-Zher Poh, Student Member, IEEE, Nicholas C. Swenson, and Rosalind W. Picard, Fellow, IEEE

Parabéns à TODOS os palestrantes! Mesmo me interessando mais pelos dois primeiros temas, a Oficina como um todo foi excelente!


Oficina de Física “César Lattes”

MENSAGEM RECEBIDA POR E-MAIL E DIVULGADA AQUI
PORTANTO NÃO É DE MINHA AUTORIA

Prezados Senhores,

O ensino da Física no Ensino Médio, e da ciência de forma geral,  é um assunto que merece especial atenção. Por essa razão, a XXXV Oficina de Física “Cesar Lattes” terá como tema “Ensino, aprendizagem e avaliação: perspectivas para o ensino de Física na educação básica e será realizada no dia 07 de Novembro de 2015, no auditório do Instituto de Física “Gleb Wataghin”, IFGW/UNICAMP.
Serão cinco palestras ministradas por professores do IFGW e da Universidade Federal de São Carlos, serão tratadas diversos tópicos relacionados com o ensino da Física. Alguns dos palestrantes são pesquisadores na área da Pedagogia e será uma boa oportunidade para discutir o ensino dessa ciência.
Estão convidados os professores de Ensino Médio da nossa região, alunos de graduação e pós-graduação e público em geral.

Abaixo, o cartaz de apresentação do evento e a programação preliminar.

 

PROGRAMAÇÃO PRELIMINAR

 

8h00 – 8h30

Entrega de Material

8h30 – 8h40

Abertura

8h40 – 9h30

Ensino de Física, Enem e as Escolas: uma parceria possível”

Prof. Maurício Kleinke (IFGW/UNICAMP)

9h30 – 9h45

Perguntas e discussões

9h45 – 10h15

Intervalo / Café

10h15 – 11h05

“A intuição engana: erros comuns e concepções prévias acerca do movimento dos corpos”

Prof. Rickson Mesquita (IFGW/UNICAMP)

11h05 – 11h20

Perguntas e discussões

11h20 – 12h10

A interdisciplinaridade e o ensino de Física”.

Profa. Maria Gebara (UFSCAR)

12h10 – 12h25

Perguntas e discussões

12h25 – 14h00

Intervalo / Almoço

14h00 – 14h50

“O Efeito Fotoelétrico: Um experimento que mudou a história da Física”

Prof. Leandro Tessler (IFGW/UNICAMP)

14h50 – 15h05

Perguntas e discussões

15h05 – 15h30

Intervalo / Café

15h30 – 16h20

“Concepções erradas frequentes em Eletromagnetismo”

Prof. Mário A. Bernal (IFGW/UNICAMP)

16h20 – 16h35

Perguntas e discussões

16h35 – 16h40

Encerramento

Maiores detalhes poderão ser obtidos pelo site: http://portal.ifi.unicamp.br/extoficinas
INSCRIÇÕES
– Alunos de escola/ Universidade pública / particular,  R$\rm{$}$ 35,00
– Professores de escola pública/particular/funcionário públicos, bolsistas de pós-graduação e pós-doutorado, R$\rm{$}$ 40,00
– Profissionais liberais e outros, R$\rm{$}$ 56,00

Nos vemos na Oficina!
Atenciosamente,
-- 
Viviane Therezinha de Faria Fonseca
Coordenadoria de Extensão
IFGW/UNICAMP
Telefone: (19) 3521 5286